
Aqueles que acompanham meu blog, sabem que em setembro do ano passado tive um pequeno susto quando estava correndo, meu coração disparou e demorou pra voltar ao normal. Graças a Deus nunca mais aconteceu, mas como com saúde não se brinca, no início do ano passei por um cardiologista e ele me pediu uma série de exames para que, se houvesse alguma anomalia, ela fosse detectada.
O ecocardiografia com doppler é um ultrasson do coração Ele fornece informações precisas sobre o estado do coração, analisa todas as estruturas anatômicas, como por exemplo a espessura das paredes do coração e as válvulas cardíacas.
Outro exame solicitado foi o holter, você fica cheio de eletrodos durante 24h e anota numa planilha todas as atividades que executa. Depois, os dados são analisados e o médico consegue saber se houve algum tipo de distúrbio nesse período. É como se você fizesse um eletrocardiograma durante um dia inteiro, enquanto dorme, almoça, corre, etc... ( é proibido tomar banho, mas não contem p/ ninguém, rs).
Fiz também um exame de sangue completo, para avaliar os níveis de colesterol, triglicérides, glicose, ureia, sódio, potássio, hormônios da tireóide e um monte de nomes esquisitos que nem eu sei o que são. O importante é estar tudo ok, dentro dos parâmetros recomendados.
E o mais temido, esperado, aguardado e incômodo, ergoespirométrico. Que coisa horrível é correr, dar o seu máximo, a esteira inclinando, inclinando e você com aquele bocal na boca, prendedor no nariz, sem conseguir respirar direito, a moça tirando a pressão a cada dois minutos, você quase caindo, rs... Confesso que sai do teste com a sensação que poderia dar um pouco mais de mim. A última vez que a moça perguntou se eu estava bem, fiz o gesto de mais ou mesmo... (com aquele negócio na boca você não consegue falar, não consegue nem engolir a saliva direito quem dirá falar algo. Aí eles te orientam a se comunicar por aquele famoso sinal que os imperadores romanos faziam após assistir uma batalha entre os gladiadores: se era p/ deixar vivo (se você ainda tá inteiro) – positivo (dedão p/ cima); se é p/ matar (se você já morreu de tanto correr) – negativo (dedão p/ baixo); e tem também o mais-ou-menos – dedo na posição nem sim, nem não, rs)...
... bem então só sei que não se passaram nem um minuto, a esteira subiu mais um grau, tentei puxar mais ar, o oxigênio estava rarefeito e então... negativo, morri. Parem o mundo, ou melhor, a esteira, que eu quero desceerrrrrrr....
Mas, pra minha surpresa, quando peguei o resultado do exame, vi que não tinha ido tão mal assim. Resumindo: meu VO2 max atingiu o pico de 44,6 ml/kg/min, que é uma medida objetiva da capacidade do organismo em ofertar e utilizar o oxigênio para a produção de energia, usado como um índice de aptidão física, é de grande valia na avaliação funcional de atletas. Nada mal. É considerado acima da média para a minha idade. Agora só falta treinar muito pra poder usar essa capacidade toda nas corridas e diminuir meus tempos, rs. O cardiologista disse que posso chegar nos 50 (VO2)... oh sujeito otimista, hein.
Outro dado muito interessante, são os limiares que indica quando o seu organismo está no limite do trabalho aeróbio, que utiliza oxigênio como combustível, e quando você entra em trabalho anaeróbio e começa a produzir ácido lático, aquele responsável pelas dores musculares após um esforço extremo. Bem, descobri que para eu melhorar meu condicionamento, devo realizar treinamentos entre 168 bmp e 176 bmp, que é quando entro em trabalho anaeróbio, com exceção dos treinos específicos, como fartlek, tiros e intervalados, que minha frequência deverá se elevar para além dos 176 bpm. Interessante isso não? Não é a toa que não conseguia treinar com a FC baixa. Com a melhora do condicionamento, a tendência é a FC baixar.
O importante disso tudo é que todos os meus exames revelaram que estou ótima, e pronta p/ percorrer muitos km´s.