O título do último post foi como um profecia e a Ana tomou um belo de um susto.
Sábado nublado, eu com preguiça mas ao mesmo tempo com muita vontade de correr. Levei cano da colega corredora e resolvi sair p/ fazer os 12km quando o relógio marcava 10h. Mas tudo bem, o dia estava fresco e sem sol.
O percurso que eu havia planejado era ir e voltar 2 vezes por uma avenida, praticamente plana, de 3km. Pois bem, lembro me que já na última volta, olhei p/ o relógio e este marcava 1h... pensei comigo, devo estar nos 10km... vou conseguir... eba!!!
5 minutos depois... tudo mudou.
Acelerei um pouco, mas juro... foi só um pouquinho mesmo... numa descida, e senti um mal estar... olhei para o relógio e o meu coração batia a assustadores 209 bpm... (lembro-me somente de uma vez na vida ter visto meu coração ultrapassar os 200... mas isso foi durante um sprint numa corrida de ciclismo, e eu tinha pouco mais de 20 anos... isto é... meu coração podia bater mais e eu estava fazendo um puta de um esforço).
Diminui o ritmo, mas não parei, porém o coração continuou acelerado... resolvi caminhar. Com medo de desmaiar e ficar ali jogada na calçada não parei, e continue a caminhar. O coração baixou um pouco, mas continuava alto p/ uma simples caminhada... 170, 160... (quando caminho meu coração não chega a 100).
Comecei a ficar assustada e rezar para que eu chegasse logo no trecho mais comercial da avenida, onde o movimento era maior e caso algo acontecesse ou precisasse de ajuda seria mais fácil conseguir. E pensei que ia voltar a correr assim que meu coração voltasse ao normal. Mas ele se manteve nesse ritmo acelerado e eu caminhava cada vez mais devagar. Caminhei por cerca de 30 min. Parecia que ele tinha travado naquele ritmo alto... até umas pancadas no peito eu dei p/ ver se a coisa destravava, rs.
É agora eu brinco e dou risada, mas confesso que fiquei bem preocupada.
A uns 500 metros da minha casa, eu caminhando e de repente sinto o coração acelerar novamente. Olho o freqüencímetro e ... 180, 185... imediatamente me sentei e só sai dali quando os batimentos estavam em torno de 90. Cheguei em casa e pedi ao meu marido que me levasse ao hospital. Este todo preocupado, prontamente me levou, mas não antes de ouvir um sermão por não ter levado o celular e tals... como uma criança, só ouvi. Afinal, ele tinha razão. Nessas horas o celular é extremamente útil.
No hospital, mais calma um pouco, mediram pressão (normal), pulso (80 bpm) e um eletro. Tudo dentro da normalidade. Porém o médico me proibiu de correr antes de passar por uma consulta c/ o cardiologista.
Meu marido sempre me achou ligada no 440 V, e resolveu relatar ao médico minhas atividades:
- Dr. , ela corre quase todo dia, anda 50km de bike... ninguém segura essa mulher.
E o médico, que devido ao exagero do narrador, deve ter imaginado que eu esteja treinando p/ uma olimpíada (mal sabe ele que corro a 6min/km... algo bem longe de se atingir índice olímpico):
- Você tem que fazer exercício p/ seu bem estar, pela saúde, p/ manter a forma... não adianta querer ser uma atleta... afinal a idade vem chegando. (me senti uma idosa, isso aos 30 anos, rs).
Bem, brincadeiras a parte... estou de castigo. Minha consulta c/ o cardiologista é só dia 3/10. Apesar de não ter sentido mais nada, acho que com saúde não se brinca. (e também é praticamente impossível vencer a guarda do meu marido e conseguir dar uma fugidinha p/ correr). O que me deixou mais triste foi ter que adiar a minha estréia nas corridas de 10km, que aconteceria neste domingo, na 3ª Etapa do Circuito das Estações Adidas.
Mas bem, sei que não me faltarão oportunidades.
E isso me serviu p/ mostrar a importância de ouvirmos nosso corpo e nunca exagerar.
Isso foi um relato enorme hein... rs... BOAS CORRIDAS!!!
Sábado nublado, eu com preguiça mas ao mesmo tempo com muita vontade de correr. Levei cano da colega corredora e resolvi sair p/ fazer os 12km quando o relógio marcava 10h. Mas tudo bem, o dia estava fresco e sem sol.
O percurso que eu havia planejado era ir e voltar 2 vezes por uma avenida, praticamente plana, de 3km. Pois bem, lembro me que já na última volta, olhei p/ o relógio e este marcava 1h... pensei comigo, devo estar nos 10km... vou conseguir... eba!!!
5 minutos depois... tudo mudou.
Acelerei um pouco, mas juro... foi só um pouquinho mesmo... numa descida, e senti um mal estar... olhei para o relógio e o meu coração batia a assustadores 209 bpm... (lembro-me somente de uma vez na vida ter visto meu coração ultrapassar os 200... mas isso foi durante um sprint numa corrida de ciclismo, e eu tinha pouco mais de 20 anos... isto é... meu coração podia bater mais e eu estava fazendo um puta de um esforço).
Diminui o ritmo, mas não parei, porém o coração continuou acelerado... resolvi caminhar. Com medo de desmaiar e ficar ali jogada na calçada não parei, e continue a caminhar. O coração baixou um pouco, mas continuava alto p/ uma simples caminhada... 170, 160... (quando caminho meu coração não chega a 100).
Comecei a ficar assustada e rezar para que eu chegasse logo no trecho mais comercial da avenida, onde o movimento era maior e caso algo acontecesse ou precisasse de ajuda seria mais fácil conseguir. E pensei que ia voltar a correr assim que meu coração voltasse ao normal. Mas ele se manteve nesse ritmo acelerado e eu caminhava cada vez mais devagar. Caminhei por cerca de 30 min. Parecia que ele tinha travado naquele ritmo alto... até umas pancadas no peito eu dei p/ ver se a coisa destravava, rs.
É agora eu brinco e dou risada, mas confesso que fiquei bem preocupada.
A uns 500 metros da minha casa, eu caminhando e de repente sinto o coração acelerar novamente. Olho o freqüencímetro e ... 180, 185... imediatamente me sentei e só sai dali quando os batimentos estavam em torno de 90. Cheguei em casa e pedi ao meu marido que me levasse ao hospital. Este todo preocupado, prontamente me levou, mas não antes de ouvir um sermão por não ter levado o celular e tals... como uma criança, só ouvi. Afinal, ele tinha razão. Nessas horas o celular é extremamente útil.
No hospital, mais calma um pouco, mediram pressão (normal), pulso (80 bpm) e um eletro. Tudo dentro da normalidade. Porém o médico me proibiu de correr antes de passar por uma consulta c/ o cardiologista.
Meu marido sempre me achou ligada no 440 V, e resolveu relatar ao médico minhas atividades:
- Dr. , ela corre quase todo dia, anda 50km de bike... ninguém segura essa mulher.
E o médico, que devido ao exagero do narrador, deve ter imaginado que eu esteja treinando p/ uma olimpíada (mal sabe ele que corro a 6min/km... algo bem longe de se atingir índice olímpico):
- Você tem que fazer exercício p/ seu bem estar, pela saúde, p/ manter a forma... não adianta querer ser uma atleta... afinal a idade vem chegando. (me senti uma idosa, isso aos 30 anos, rs).
Bem, brincadeiras a parte... estou de castigo. Minha consulta c/ o cardiologista é só dia 3/10. Apesar de não ter sentido mais nada, acho que com saúde não se brinca. (e também é praticamente impossível vencer a guarda do meu marido e conseguir dar uma fugidinha p/ correr). O que me deixou mais triste foi ter que adiar a minha estréia nas corridas de 10km, que aconteceria neste domingo, na 3ª Etapa do Circuito das Estações Adidas.
Mas bem, sei que não me faltarão oportunidades.
E isso me serviu p/ mostrar a importância de ouvirmos nosso corpo e nunca exagerar.
Isso foi um relato enorme hein... rs... BOAS CORRIDAS!!!