27/03/2009

Domingão é dia de Pacaembu!


Ando numa correria... sem conseguir correr direito, mas vamos que vamos.

Sem tempo pra atualizar o blog, passando só pra dizer que domingo tem 10km do Circuito das Estações Adidas - Etapa Outono.

Espero aguentar, rs...


Let´s run!

16/03/2009

Calos, bolhas e esparadrapos

Há algum tempo atrás, fiz um teste de pisada numa dessas lojas de tênis. O resultado foi pisada supinada. Sempre acreditei que pisava pra dentro e que por isso tinha pisada pronada, por esse motivo, pretendo repetir o teste, ou melhor, consultar um ortopedista para avaliar corretamente a maneira como eu piso.

Enquanto isso, não pretendo gastar muita grana num tênis e depois descobrir que ele não é correto pra mim. Em março de 2008, após 3 meses de corrida, comprei um Mizuno Pro Runner 10 (que já está acumulando 570km) e em dezembro, adquiri um Asics Gel Cumulus 10. Os dois modelos, pelas pesquisas que fiz, são indicados para pisada neutra/supinadora. Confesso que demorei um pouco para me acostumar ao Asics, apesar de ele ser bem mais macio, meu pé, por ser fino, dançava dentro do tênis e o calcanhar pegava um pouco também. Agora, acredito que eu já o tenha amaciado e ele é bem confortável. O que me está me incomodando é o fato de eu ter uma região na planta do pé, próxima aos metatarsos, que sempre dói após um certo tempo de corrida o que acaba causando uma espécie de calo, como proteção. Vide a foto abaixo:


Lembro-me de ter essa calosidade há algum tempo, desde a época em que eu pedalava (apesar de não ter praticamente atrito com a sapatilha de bike, acho que a própria maneira como eu caminho causa isso). Agora, com a corrida, esse calo é praticamente permanente e as vezes chega a formar bolha. Isso tudo é agravado com o uso de salto alto, que procuro evitar mas acabo incorrendo nesse pecado umas 3 vezes na semana.

Sei, que estou a procura da causa do problema e principalmente, da solução. Não sei se conseguirei eliminar completamente o incômodo, mas se eu amenizá-lo já será o suficiente.

Como li que isso pode ser causado nos casos em que o pé é fino (meu caso), o que aumenta o atrito com o calçado, testei correr com duas meias finas, pois ai o atrito fica, teoricamente, entre elas. Melhorou um pouco. Outra técnica que utilizei na semana passada é o que chamei de “pé de bailarina”, rs. Envolvi a região com esparadrapo, coloquei a tal das duas meias finas e saí p/ rodas 8km. Posso dizer que melhorou mais um tantinho.

"pé de bailarina"

por favor, sem gozações com o meu "pezinho 38", rs
Na edição deste mês da Runner's World, saiu mais um guia do tênis. Dessa vez, além das tradicionais dicas dos modelos e novidades, a revista publicou uma ilustração de como deve ficar a sola do tênis dependendo do tipo de pisada. Corri pegar meus tênis para dar uma olhada. Posso dizer que ele se assemelhou muito com a pisada supinada, porém o desgaste da parte média do pé (justamente na região dos metatarsos) se estende até o centro do pé, quase se aproximando de uma pisada neutra. Será que tenho um novo tipo de pisada? Será que sempre pisamos do mesmo jeito com os dois pés? Porque sempre achei que prono com o direito (que onde sinto mais incomodo na sola do pé) e supino com o esquerdo, rs. Mas o desgaste dos dois pés foi ligeiramente bem parecido.
Enquanto não tenho o aval de um especialista, e enquanto ainda houverem rolos de esparadrapos disponíveis no mercado, irei testando novas técnicas... (ah, já cheguei a usar uma palmilha de silicone, daquelas parciais, só para a parte da frente dos pés, mas o esparadrapo surtiu melhor efeito).
Alguém já passou por esse problema? Aceito sugestões, técnicas caseiras e possíveis diagnósticos.

Let's run.

09/03/2009

Correr ou não gripado

Matéria publicada na revista Contra Relógio de fevereiro fala sobre os benefícios/malefícios de se continuar correndo quando se está gripado. Testei essa teoria na Abertura do Circuito Corpore e posso dizer que o prazer de correr foi bem maior que qualquer incômodo que possa ter tido, tirando que fiquei sem voz durante três dias, já estou ótima...



Se por um lado esta é uma situação que perturba os atletas, por outro continua sendo uma questão que ainda tira o sono de muito fisiologista do exercício.


Não são poucos os que , a despeito da gripe, decidem continuar treinando. Corredor, nadador e médico pesquisador do exercício da Clínica Mayo, nos EUA, Michael Joyner joga nesse time: só para em último caso.


“ A menos que esteja realmente muito mal, continuo treinando. Faço treinos menos intensos, porém não deixo de treinar. Se tenho febre ou dor muscular, ai sim, treino bem pouco ou descanso um ou dois dias, no máximo. Tenho que estar numa situação realmente péssima para ir além disso”, diz Dr. Joyner.


Mesmo que nada saibam a respeito deles, as estratégias de esportistas como o Dr. Joyner está atualmente embasada por dois estudos científicos pouco conhecidos, publicados há uma década no jornal Medicina & Ciência nos esportes e no Execício. Os resultados foram tão favoráveis aos exercícios que até mesmo os próprios pesquisadores se surpreenderam.
O estudos começaram quando Thomas Weidner, então treinador na Ball State University, preocupou-se com o que deveria dizer aos atletas quando estivessem gripados. As duas perguntas básicas a serem respondidas eram: 1) o resfriado afeta a habilidade de exercitar-se? e 2) exercitar-se resfriado interfere nos sintomas ou na recuperação?


Para respondê-las foram recrutados homens e mulheres com idades e condicionamento físico variado. Deliberadamente infectados pelo rinovirus e com os sintomas na pior fase, o grupo foi levado a se exercitar em esteiras ergométricas, correndo em intensidades variáveis e de forma monitorada.


Embora os atletas tenhas reportado certa fadiga, além da função pulmonar não ter sido afetada, o desempenho geral do grupo durante o exercício também não o foi. O resfriado não interferiu nas respostas metabólicas do grupo.


Em relação ao comportamento dos sintomas e se havia ou não prejuízo dos sintomas no tempo de recuperação, foram divididos em dois grupos e enquanto um grupo descansou, outro teve que correr regularmente na esteira. Ao final do teste, não foram registradas diferenças entre os dois grupos e o tempo de recuperação de ambos foi o mesmo.


Portanto, desde que a gripe seja daquelas cujo sintomas não passam de nariz escorrendo, sendo mais cautelosos em relação àquelas que provocam febre e congestão no peito, não há problema em se exercitar gripado. Como é importante que se mantenha o hábito, diminuir a intensidade dos treinos é melhor do que parar. Por menor que seja a interrupção, uma parada pode colocar em risco todo um programa de treinamento.
fonte: revista Contra Relógio - fev/09
Por isso pessoal, em caso de gripe ou resfriado, um pacote de lenços descartáveis e... let´s run!

05/03/2009

Algumas fotos de domingo 01/03

em ação, reparem no meu shorts, totalmente molhado






ao fundo Vani... amizade feita na largada


tentando derrubar o famoso "iogurtão"

02/03/2009

Sem palavras e com muito pique


E lá se foram os 12km... debaixo de um sol alucinante, num domingo de muito calor e gripe. Sim, corri dopada gente. Tomei na noite anterior à corrida uma dose de paracetamol e mais outros componentes (= naldecon), me abasteci com um pacote de lenços descartáveis e corajosamente, enfrentei os 12 km da Abertura do Circuito Corpore, e... foi uma delícia!

Voltando um pouco no passado, posso dizer que fiz uma maratona no carnaval. Pulei muito. Um exemplo de um dia-maratona foi o domingo de carnaval: de manhã corri 12 km pra ver como me saíria na corrida, almocei, às 15h foi pra Praça da Matriz curtir as marchinhas de carnaval e ver o desfile de bonecões, às 19h estava na Avenida do Samba assistindo o desfile das Escolas de Samba de Atibaia (que chega a ser mais engraçado do que bonito, rs) e pra finalizar, dancei muito no baile de carnaval, das 0h00 às 5h30 da manhã de segunda. Ufa...

Resultado de tudo isso: uma gripe! Lendo o blog do Samuel, descobri que isso pode ser uma virose típica de carnaval... pelo menos lá em Salvador. Eu acredito que posso ter abusado da minha capacidade física e meu sistema imunológico enfrequeceu-se. Resumindo: não treinei mais a semana inteira.

Mas eu não poderia deixar de correr, afinal, não participava de uma corrida desde de agosto de 2008. E mesmo gripada foi delicioso correr. Não consegui encontrar minhas amigas virtuais Fabiana e Mayumi, passei na tenda da Playteam após a prova mas acho que já era um pouco tarde e elas já tinham ido embora. Apesar que quase tive certeza de ver a Mayumi por duas vezes, a primeira foi no ínicio da primeira subidinha... ela passou por mim a passos curtos e fortes (eu acho, pois ela estava de costas) mas fiquei receosa de chamá-la e quebrar a sua concentração e talvez causar um acidente, rs, e também a vergonha da pessoa virar e não ser quem eu achava que fosse, sabe como é Mayumi... os orientais são bem parecidos, rs (por acaso você estava com um shorts cheio de bolsinhos atrás? rs). A outra foi na entrega do chip/retirada de medalha, acho que ela estava na fila oposta a minha, mas enquanto eu pegava meu lanchinho a guria foi tão rápida que sumiu no meio da multidão, e como sou uma pessoa discretíssima (rs) não quis sair berrando pela USP... Mayumi, mayumi... sem nem ao menos ter certeza de ser ela.

Bem, terminei e prova em 1h19 (no meu relógio) e uma única lesão: perdi a voz, juntamente com as calorias naquele domingo quente de março, rs.

Ainda bem que posso escrever, pois se tivesse que falar, vocês teriam que esperar um bocado de tempo até minha garganta se recuperar...


E dia 29/03 tem Etapa Outono do Circuito das Estações Adidas. Estarei lá com voz ou sem voz!


Let´s run