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18/05/2009

Devagar sempre, desistir jamais...



Estou bem desatualizada com esse blog, né pessoal? Confesso que não tenho tido motivação para escrever, pois não tenho conseguido correr como eu gostaria.


Após a corrida de Outono da Adidas, em 29/03, fique por 3 semanas sem correr devido a uma dor no joelho que estava me incomodando. Pois bem, voltei a treinar no dia 21/04 (bem no feriadão) mas daquele jeito bem de mansinho, afinal, 3 semanas sem correr traz um tremendo prejuízo no condicionamento.
Lembro-me de ter corrido nesse esquema de tartaruga pelas 2 semanas seguintes e na semana que antecedia a corrida da GRAACC não consegui correr nenhum dia. Isto alías, está se tornando uma rotina, toda semana antes da prova eu não consigo treinar... é como se fosse um repouso forçado, mas que depois no dia da corrida cobra seu preço.

E que preço me foi cobrado no dia 10/05, dia da Corrida da GRAACC. Foram os 10km mais extenuantes que já percorri. Pela primeira vez desde que comecei a correr tive que travar uma verdadeira batalha psicológica para não desistir. Até o 4º km tudo corria maravilhosamente bem. Consegui fazer um trotezinho legal de aquecimento e larguei bem confortável, mas aí, próximo à metade da prova, a caranga aqui começou a dar sinais de que ia quebrar. O coração batia na cabeça, as pernas se arrastavam e tive que usar a estratégia do Massa para não ter uma pane seca antes do final da corrida... guardei ao máximo minhas energias e fui bem devagarinho, mas bem devagarinho mesmo, com todo mundo me ultrapassando, até a chegada. O pior foi que ao me aproximar da reta de onde tínhamos dado a largada, tive a impressão de ter visto a placa avisando faltar 200m, me animei p/ o "sprint" final, buscando lá do fundo do meu reservatório, já na reserva, aquele tantinho que a gente guarda escondido, o gás para a chegada. Ainda falei para uma menina que caminhava: " - Vamos lá, falta pouco." De repente, quando a míope aqui conseguiu clarear a visão, vi que os 200 eram 400, aí morri. É incrível como a mente tem um poder avassalador sobre a gente, naquele momento, duzentos metros, faziam uma baita diferença. O sprint virou "lesmint" (velocidade de lesma), mas terrivel mesmo, foi ver a mocinha que eu tinha incentivado passar por mim correndo, toda animada... aff!!! Coisas de corrida.

Terminei acabada, em 1h04min, consciente de que sem treino, definivamente não dá. Sou um tanto competitiva, principalmente comigo mesmo, e quando percebi que não conseguiria fechar abaixo de uma hora, fiquei frustada. A pessoa não treina e ainda quer diminuir o "record pessoal mundial", fala a verdade!!

Pra fechar com chave de ouro, peguei uma gripe, que não é suína... de novo! Duas no ano não é pra qualquer um, é só pra quem precisa treinar, não quer ficar parado senão engorda e tá é precisando emagrecer... pessoas assim como EU!


Então, é mais uma semana sem treinar. Pra completar o pacote, estou inscrita para os 25km da Corpore (na distância de 12,5km) que já é no domingão, dia 24/05, acho que dessa vou ter que abortar, infelizmente.

Pra não dizer que esse post é só de notícias ruins, derrotas, gripes, fracassos, a boa notícia é que não tenho mais dores no joelho. Hahahaha... sou uma pessoa extremamente otimista.

Let´s go run! Não vamos desistir hein...

09/03/2009

Correr ou não gripado

Matéria publicada na revista Contra Relógio de fevereiro fala sobre os benefícios/malefícios de se continuar correndo quando se está gripado. Testei essa teoria na Abertura do Circuito Corpore e posso dizer que o prazer de correr foi bem maior que qualquer incômodo que possa ter tido, tirando que fiquei sem voz durante três dias, já estou ótima...



Se por um lado esta é uma situação que perturba os atletas, por outro continua sendo uma questão que ainda tira o sono de muito fisiologista do exercício.


Não são poucos os que , a despeito da gripe, decidem continuar treinando. Corredor, nadador e médico pesquisador do exercício da Clínica Mayo, nos EUA, Michael Joyner joga nesse time: só para em último caso.


“ A menos que esteja realmente muito mal, continuo treinando. Faço treinos menos intensos, porém não deixo de treinar. Se tenho febre ou dor muscular, ai sim, treino bem pouco ou descanso um ou dois dias, no máximo. Tenho que estar numa situação realmente péssima para ir além disso”, diz Dr. Joyner.


Mesmo que nada saibam a respeito deles, as estratégias de esportistas como o Dr. Joyner está atualmente embasada por dois estudos científicos pouco conhecidos, publicados há uma década no jornal Medicina & Ciência nos esportes e no Execício. Os resultados foram tão favoráveis aos exercícios que até mesmo os próprios pesquisadores se surpreenderam.
O estudos começaram quando Thomas Weidner, então treinador na Ball State University, preocupou-se com o que deveria dizer aos atletas quando estivessem gripados. As duas perguntas básicas a serem respondidas eram: 1) o resfriado afeta a habilidade de exercitar-se? e 2) exercitar-se resfriado interfere nos sintomas ou na recuperação?


Para respondê-las foram recrutados homens e mulheres com idades e condicionamento físico variado. Deliberadamente infectados pelo rinovirus e com os sintomas na pior fase, o grupo foi levado a se exercitar em esteiras ergométricas, correndo em intensidades variáveis e de forma monitorada.


Embora os atletas tenhas reportado certa fadiga, além da função pulmonar não ter sido afetada, o desempenho geral do grupo durante o exercício também não o foi. O resfriado não interferiu nas respostas metabólicas do grupo.


Em relação ao comportamento dos sintomas e se havia ou não prejuízo dos sintomas no tempo de recuperação, foram divididos em dois grupos e enquanto um grupo descansou, outro teve que correr regularmente na esteira. Ao final do teste, não foram registradas diferenças entre os dois grupos e o tempo de recuperação de ambos foi o mesmo.


Portanto, desde que a gripe seja daquelas cujo sintomas não passam de nariz escorrendo, sendo mais cautelosos em relação àquelas que provocam febre e congestão no peito, não há problema em se exercitar gripado. Como é importante que se mantenha o hábito, diminuir a intensidade dos treinos é melhor do que parar. Por menor que seja a interrupção, uma parada pode colocar em risco todo um programa de treinamento.
fonte: revista Contra Relógio - fev/09
Por isso pessoal, em caso de gripe ou resfriado, um pacote de lenços descartáveis e... let´s run!

02/03/2009

Sem palavras e com muito pique


E lá se foram os 12km... debaixo de um sol alucinante, num domingo de muito calor e gripe. Sim, corri dopada gente. Tomei na noite anterior à corrida uma dose de paracetamol e mais outros componentes (= naldecon), me abasteci com um pacote de lenços descartáveis e corajosamente, enfrentei os 12 km da Abertura do Circuito Corpore, e... foi uma delícia!

Voltando um pouco no passado, posso dizer que fiz uma maratona no carnaval. Pulei muito. Um exemplo de um dia-maratona foi o domingo de carnaval: de manhã corri 12 km pra ver como me saíria na corrida, almocei, às 15h foi pra Praça da Matriz curtir as marchinhas de carnaval e ver o desfile de bonecões, às 19h estava na Avenida do Samba assistindo o desfile das Escolas de Samba de Atibaia (que chega a ser mais engraçado do que bonito, rs) e pra finalizar, dancei muito no baile de carnaval, das 0h00 às 5h30 da manhã de segunda. Ufa...

Resultado de tudo isso: uma gripe! Lendo o blog do Samuel, descobri que isso pode ser uma virose típica de carnaval... pelo menos lá em Salvador. Eu acredito que posso ter abusado da minha capacidade física e meu sistema imunológico enfrequeceu-se. Resumindo: não treinei mais a semana inteira.

Mas eu não poderia deixar de correr, afinal, não participava de uma corrida desde de agosto de 2008. E mesmo gripada foi delicioso correr. Não consegui encontrar minhas amigas virtuais Fabiana e Mayumi, passei na tenda da Playteam após a prova mas acho que já era um pouco tarde e elas já tinham ido embora. Apesar que quase tive certeza de ver a Mayumi por duas vezes, a primeira foi no ínicio da primeira subidinha... ela passou por mim a passos curtos e fortes (eu acho, pois ela estava de costas) mas fiquei receosa de chamá-la e quebrar a sua concentração e talvez causar um acidente, rs, e também a vergonha da pessoa virar e não ser quem eu achava que fosse, sabe como é Mayumi... os orientais são bem parecidos, rs (por acaso você estava com um shorts cheio de bolsinhos atrás? rs). A outra foi na entrega do chip/retirada de medalha, acho que ela estava na fila oposta a minha, mas enquanto eu pegava meu lanchinho a guria foi tão rápida que sumiu no meio da multidão, e como sou uma pessoa discretíssima (rs) não quis sair berrando pela USP... Mayumi, mayumi... sem nem ao menos ter certeza de ser ela.

Bem, terminei e prova em 1h19 (no meu relógio) e uma única lesão: perdi a voz, juntamente com as calorias naquele domingo quente de março, rs.

Ainda bem que posso escrever, pois se tivesse que falar, vocês teriam que esperar um bocado de tempo até minha garganta se recuperar...


E dia 29/03 tem Etapa Outono do Circuito das Estações Adidas. Estarei lá com voz ou sem voz!


Let´s run